11.4.11
Espere anoitecer
As pessoas passam a ser evitadas no momento que os sentimentos começam a nos pisotear.
19.3.11
Cores Descoloridas.

Eu poderia pegar as minhas lágrimas que insistem em cair e jogá-las no lixo, poderia fugir de todos os meus problemas sem olhar para trás. Mas assim mais problemas apareceriam e aqueles do passado ainda iriam existir e fazendo assim, com que meu lixo enchesse de lágrimas e eu não teria mais lugar para colocá-las. Esse autódramo sem fim que eu chamo de vida, é cada dia mais difícil. Você pode sair da pista de vez em quando, mas não pode ficar totalmente fora de controle. Você tem que saber qual caminho seguir, se é esquerda ou direita. Mas não importa sempre vão ter muitas curvas no caminho mesmo assim. Você encontra amigos, perde amigos, e sempre chega a conclusão que está sozinho. Você passa por muitos caminhos cheios de cores. Tem caminhos que as cores desbotam pra cinza. E você acha que todos os momentos bons foram um desperdício. Sua visão fica desfocada e aí você chega a pensar em desistir. Mas segue o caminho certo. E de repente você vê um arco-íris mais colorido do que qualquer um que já viu. O sol brilha ao seu redor e em volta da sua alma. E você olha pra frente e segue sua vida e chega a conclusão de que, às vezes a vida é melhor preta e branca.
1.3.11
Era uma vez...

Era uma vez uma menina que sabia o que queria. Mas, infelizmente não sabia o que sentir. Vivia em seus sonhos rodeada de encantos e poesia. Queria escrever. Queria se encontrar. Queria saber o que pensar do futuro. Mas o futuro estava tão confuso que ela consequentemente escolheu viver. Viveu alegrias, viveu a paz. Seu mundo era perfeito, até o momento em que ela acordava e percebia que não se pode viver apenas de sonhos. Foi então, que ela resolveu realizar. Seu mundo estava mais próximo da realidade. Mas a sua realidade era diferente de todos ao seu redor. Ela sonhava. E mesmo diante de tanta dor…continuava sonhando. Consertava o mundo do seu jeito, vivia além da perfeição, que aqueles ao seu redor, não enxergavam. Todos tentavam a fazer acordar: “Acorda pequena menina! A vida não é assim. Pare de se iludir.” E era nesses momentos que ela acreditava mais ainda nos seus sonhos. Aquela pequena menina, virou pequena mulher. E sua mente, ainda era do mesmo jeito que antes, a única diferença, era que ela parecia mais doce. Parecia mais madura. Madura o suficiente para sorrir diante de cada tropeço. Ela era um doce, parecia que tinha sido criada “à medida”, cada ingrediente na medida certa. Para a fazer tão pura, tão doce, e tão vivida assim. Parecia que havia vivido seus maiores pesadelos, mas quem a julgava dizia que ela era feita de sonhos. Ela acreditava que era apenas um dom. Poucos esses que o conheciam. A menina foi crescendo, mergulhada em seus encantos, vivia cada dia como se tudo fosse um conto de fadas. Tranquila, porém, atenta. Sonhadora, porém, realista. Alegre, porém, vivida. Ah, essa pequena menina-mulher não é tão velha, não é tão nova. Parecia que usava algum tipo de poção de rejuvelecimento. Que nada! Seu único segredo era viver. Era uma vez uma pequena menina-mulher que cresceu, continua crescendo, vive em sonhos, e que apesar de não conseguir adivinhar o futuro, acredita que de tanto sonhar, um dia tudo isso irá se tornar realidade.
9.2.11
Fora do chão.
4.2.11
Sensações inconsequëntes.

As formas que temos de demonstrar nossos sentimentos acabam nos prendendo em coisas irreais e flutuamos por aí sem rumo. Como se estivéssemos em um lugar sem saber o porquê de estarmos lá. Como se sobrevivessemos sem saber para que. Estamos aqui. Estamos vivendo, e essa coisa que chamamos de vida, vezenquando consegue nos fazer cegos. Quem dera se conseguíssemos enxergar tudo que está bem na nossa cara. Mas a vida é assim. Ela nos engana. E acabamos sobrevivendo em um mundo virado. Definitivamente, em um mundo de ponta cabeça. Mas o bom disso tudo, é a brisa leve que o vento nos tráz nesses momentos, que literalmente nos jogamos e nos sentimos fora desse mundo cheio de merda que acabamos criando. Existem muitas formas de se viver, e nunca se é a correta. Pudera eu escolher sempre a opção certa em momentos equívocos. Não gosto de me iludir. Mas de certa forma, eu gosto de sonhar. No fim de tudo, você vai perceber que as sensações de perdição que sentimentos, não tem consequência nenhuma. Apenas de nos fazer perceber, e colocar logo dentro de nossas mentes, que estamos aqui pra viver. E não apenas andarmos por aí para vermos cada oportunidade sumir como o vento.
21.1.11
Mentiras baratas.

Superficialidade nunca foi muito coisa da minha vida. Talvez fosse algo com um patamar muito avançado, como um vestido de quinhentos e treze dólares em uma loja de grife. Ou talvez fosse algo tão simples quanto comprar maquiagem em uma loja de R$1,99. Como se os sentimentos precisassem ser tachados com preços tão suficientes ou insuficientes. Como se esses sentimentos acabassem como um toque de mágica por conta da última liquidação da loja barata da esquina.
Não sou dessas pessoas que acabam perdendo a paciência à espera do grande amor, ou à espera do despertar de certos sentimentos. Confesso, e não com muita vergonha que sonho tanto, que vezenquando fecho os olhos enquando me escorro no parapeito da janela sonhando com certos momentos, imaginando se algum dia aquelas ceninhas meio-que-chicletes que ocorrem em certos filmes românticos, acontecerão comigo. Mas de repente, bato minha cabeça no canto da janela, e percebo que sonhar não é tão bom quanto parece.
Ao menos nos dias de hoje, muita coisa (a maioria, confesso) nunca é como parece ser. A realidade é que comprar amizade, e amores bem resolvidos está tão fácil quando comprar um tênis falsificado de uma marca famosa. E tudo isso, se desgasta. O tênis, e os sentimentos, claro.
Mas não quero algo qualquer entrando na minha vida. Eu quero a realidade, a boa e velha realidade. Não sorrisos forçados, como em uma conversa de parentes que não se viam à muito tempo. Eu quero sorrisos, não bocas abertas mostrando os dentes por qualquer besteira. Quero abraços, não duas pessoas se "encostando" de braços abertos enquanto desejam tudo de melhor para umas às outras. Quero amizades verdadeiras, não viver só coisas boas numa roda de conhecidos, e de repente, em meio ao temporal não encontrar nenhum guarda-chuva para me proteger. Quero amor, não palavras decorradas, não apenas sorrisos bobos. Quero amor, e não pessoas que vivem se entregando pra aqueles que não merecem nem um pouco esse tipo de sentimento.
Quero continuar à escrever tudo o que eu penso e tudo o que eu sinto. E não apenas fingir, para iludir as pessoas com sóis que nunca irão sair antes de muitos temporais.
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