Quando a vida perde o sentido. O que nos resta é entrar em qualquer caminho que seja. Apesar das dúvidas, qualquer caminho é uma saída. E qualquer saída nos tráz a felicidade. Só nos basta saber como agir em cada encruzilhada. Porque não adianta encontrar o caminho certo, se no meio dele, você ficar perdido.
Não venha me falar merda. Não diga que o amor não é importante. Você respira amor mais do que respira mentira. Não minta, não finja que o amor só é formado de ilusão. Não fuja da realidade. Não se pode mergulhar em uma piscina de mentiras, pois a água dessa piscina não existe. É mentira. Você tem que perceber isso. Respire amor. Feche os olhos. Imagine as nuvens, e pense que elas são feitas de algodão doce. Elas não são de mentira quando você acredita que elas existem.
Olhe no fundo dos meus olhos, amor. Perceba a falta de ar que você me provoca. Sinta o suor nas minhas mãos e meu nervosismo só de te olhar. Esse mundo já me fez sentir tanto solidão, mas esse mundo me trouxe você que fez tudo isso passar. Você é meu chão. Só queria ter a certeza de que você nunca vai me deixar cair. Não solte a minha mão. Vai doer quando você soltar. Não saia daqui. Não suma. Você é o único motivo dos meus sorrisos em dias de chuva, onde a melancolia predomina. Permaneça ao meu lado. Para sempre. Queria ouvir isso de você. PARA SEMPRE. Me faça crer que tudo será além do que eu posso imaginar. Me faça acreditar que tudo está bem. Me dê razões para respirar. Me ame. Acredite em tudo que eu sempre lhe digo. Não ligue para os outros falam. Perceba a minha verdade. O amor é o que faz o mundo. É o que ainda me resta. Você é o que ainda me resta. Quero ter você ao meu lado até a última folha do outono cair. Até a última flor da primavera nascer. Até o último ar fresco do inverno soprar. Até o verão acabar. Você sabe o que eu estou falando. Quero ter certeza de que o amor é belo. Belo como todas as coisas. Quero acreditar que tudo irá ficar bem ao te abraçar. Quando te abraço esqueço do resto do mundo. Nem precisaria lembrar. Você é meu mundo. Só basta você acreditar.
O vento clamava por paz, e as borboletas pararam de voar. A chuva de amor caía, e a tempestade atingia todos que estavam por aí, por aqui, por lá, e doía. Cada gota era um raio partindo o coração em pedaços. A chuva ficava cada vez mais forte, mas a esperança ainda estava intacta. A ilusão era visível nos olhos daqueles que observavam tudo, escorrados no parapeito da janela. Tudo era bom, mas tudo era ruim também. Quando o sol se apagou, o amor passou a cair, a inundar, afogar e até salvar. Trazia sorrisos fingidos, lágrimas sofridas e fluía. As árvores pareciam dançar com a cantoria do vento. Elas pareciam chorar, e pareciam amar. O tempo passava, e as coisas já não eram as mesmas.
As pessoas estavam perdidas, pedindo algo que não chegava. Elas amavam, mas ao mesmo tempo odiavam as coisas ruins que o amor trazia. Elas não sabiam mais o que pensar.
E de repente, a esperança surgiu, as borboletas voltaram a voar e a colorir o céu, ainda cinza. A expectativa era tanta, que o amor foi esquecido. O amor se perdeu. A chuva parou de cair.
Tão superficial e banal. O amor foi se tornando o principal culpado. As lágrimas passaram a cair e o coração se partiu. E novamente, a paz se desfez. A paz sumiu. Sumiu e não voltou. Talvez as pessoas fossem as culpadas. Quem sabe tudo fosse culpa daqueles que acreditam que com amor não existe sofrimento. Ou quem sabe o destino tenha feito tudo de propósito. Mas, com o tempo aprendi o que é o amor. Amor não é bom o tempo todo. Independente de não ser bom o tempo todo, eu gosto dele. A verdadeira culpa é do destino. Esse que tenta nos colocar no caminho certo, e nos faz sofrer por perder pessoas que interromperam nosso verdadeiro destino. Não tenho tanta certeza do que pode ocorrer, se o amor sempre vai estar em mim até eu terminar de percorrer meu caminho. Mas enquanto escrevo, descobrirei meu destino.
O amor que um dia era recíproco parecia ter sumido por entre as árvores daquele lugar. Os sorrisos já tinham se acabado. E ela nem sabia ao certo o que aconteceria. Ela voava, saía do chão e suas pernas já não alcançavam mais a velocidade do seu corpo. Os sentimentos estavam estagnados, pelo menos parecia que estavam. Ela ama. Mas agora isso já não passava mais de um futuro do pretérito indicativo: Amou.
Olhou para os lados e se sentiu bem. Não completamente, mas estava bem ao ponto de continuar vivendo. A sua vez no amor parecia que nem tinha começado. Ou tivesse começado, mas já havia se partido. O Adeus dói. Mas não mais do que a ilusão de ter acreditado que o pra sempre dessa vez não acabaria.
A sua voz ecoou junto com vento que chorava por paz. Nada mais que isso. O céu chorava, ela não conseguia nem acordar pra vida. Continuava ali, partida, mas intacta a qualquer marca das lágrimas que tentavam a dominar. Nem tudo estava bem, mas ela fingia. Dizia que estava bem pra não precisar contar toda a história da sua dor. Fingia para não chorar.
Talvez ela devesse seguir, devesse acordar. Talvez ela devesse até dar mais uma chance para o amor. Mas não, ela não queria. Estava iludida. E continuava iludida com a sua dor.
Talvez a ilusão não fosse tão forte. Talvez poderia até ter se enganado. Mas as coisas já não tinham mais sentido.