28.3.10

Diálogo.

- Por que tu tá me olhando desse jeito?

" Porque olhar pra ti é como ver uma gota de chuva depois de uma terrível seca. É como se eu visse o meu futuro e o teu futuro entrelaçados no brilho do teu olhar. Eu poderia estar triste e com medo do mundo por uma eternidade, mas se depois olhasse pra ti eu melhoraria como num toque de mágica. É como se eu mergulhasse num mar de sonhos e esperanças, em que eu terminaria feliz pra sempre como num conto de fadas. Ao olhar pra ti sinto que estou mais viva do que nunca. E se algum dia eu deixar de te olhar ou observar, sentirei que não tenho mais nenhum motivo pra seguir em frente. Olhar pra ti, se resume em viver no meu vocabulário".

- É que to distraída.

27.3.10

Lá estava ele, parado, sentado no banco da única praça da cidade, tão lindo, tão meu. Eu sabia que ao me aproximar, uma onda de dor me atacaria pelo simples fato de eu não poder chegar em você. De não poder sorrir pra você. Pensei em atravessar a rua para não passar na sua frente. Mas ainda assim fui, aproximei-me e como dito, eu não poderia nem ao menos sorrir pra você, para não mostrar nos meus olhos a angustia de não tê-lo ao meu lado. Eu me aproximei:
- Oi, ele disse.
- Oi.
- Senta aqui, preciso falar com você.
E eu, sem dizer uma palavra me sentei.
- O que aconteceu? Porque tá sendo assim comigo?
E eu, uma uma gota de lágrima desceu dos meus olhos. Eu fiquei tonta, era como se eu tivesse ouvido a lágrima cair no chão. Virei de costas pra ele, para secar minhas lágrimas e respondi:
- É que eu... te amo tanto, que não teria forças suficientes pra suportar a dor de olhar pra ti, e ver que é só um sonho.
E no momento em que me virei para ver a sua resposta. Percebi que já era tarde. Ele já tinha sentido, já tinha visto, com uma lágrima ele percebeu o que eu sentia. E me deixou ali, sentindo a leve brisa do vento nos meus cabelos. Eu quis morrer, não tinha mais sentido viver em um mundo onde o seu amor, não fosse a força pra me levantar e seguir em frente.

24.3.10

don't run away.


Minha mente grita para eu correr, mover-me, sair deste maldito pensamento, desse lugar, mas meus pés não obedecem, continuam presos ao chão e, ao meu coração; imóveis. As batidas aceleram, os gritos aumentam, as coisas giram. Eu já não sei mais o que fazer… Se devo ir, se devo ficar, correr ou simplesmente continuar imóvel. Eu não sei, nunca soube.
Devo fugir de mim mesma e suprir minhas necessidades em você? Não! Eu não quero. Quero me dar por inteira, completa. Da mesma forma que eu espero que você se dê. Se você o fizer, e você o fará. Eu sei. Eu sinto.
Meus pés continuaram sem atender aos comandos de minha mente. Eles não correram, eles voaram. Voaram ao meu encontro. Fugi para dentro de mim mesma. Fugi para estar completa. Fugi, sem ter fugido… Fugi tendo coragem para me encontrar.

11.3.10

Me sinto tão perdida, tão sem foco, tão fora de rumo. Porfavor, se você perceber isso. Pode vir aqui e me mostrar o caminho? Pode vir aqui e me ajudar a continuar vivendo?
Me sinto tão perdida, tão sem foco, tão fora de rumo. Porfavor, se você perceber isso. Pode vir aqui e me mostrar o caminho? Pode vir aqui e me ajudar a continuar vivendo?

Morfina.


Poderia ter não ter feito coisas que me agora me arrependo de ter feito. É como se as pessoas sumissem da minha vida. E eu sempre aqui, sozinha. Esperando, esperando... Se for pra mim esperar tanto tempo, que se dane. Essa coisa que esperar pelo amor eterno, não existe, sou impaciente. O que você acha? Morfina. alívia a dor e diminui o tempo de vida. Tem coisa melhor?